Somos um País de noveleiros, sabemos disso. Embarcamos na historia, choramos pela mocinha, odiamos o bandido, queremos matar os vilões. Como nos agrada uma boa novela, com um bom enredo, com muita paixão, muita luta pra se viver um amor. Novela boa é assim, inesquecível. Passamos 6, 7, 8 meses esperando o último capítulo, na certeza do triunfo do amor. Último capítulo resolve tudo, corrige os erros, o bem vence o mal e os amantes caminham na praia num lindo dia de sol. Pronto! Está finalizada uma linda e inesquecível historia, que será lembrada pelas últimas imagens, do capítulo final.
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Na vida não é muito diferente. Cada relacionamento que vivemos é como uma novelinha na nossa grande programação. Conhecemos alguém, iniciamos uma relação, vivemos toda a empolgação do início, aquele imenso entusiasmo. Até que surge o amor. Amor como de novela, com intensidade, com dificuldades, com promessas, entregas. Tudo que faz parte de um bom folhetim. Acreditamos que o namoro é pra sempre! Eterno, vamos ficar velhinhos juntos. Mas nem sempre a vida é bela assim. Pior, muitas vezes o último capítulo se escreve sem cenas de caminhada na praia.
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Assim como na ficção, o último capítulo de um caso de amor deve ser bem escrito. Por mais que a novela tenha sido feliz, a cena final é que vai ficar na memória. Ninguém é obrigado a continuar uma parceria que deixou de desejar. Mas, é bom ter cuidado ao colocar o ponto final. Não se deve estragar a obra justamente nas últimas linhas. Ouvir, conversar, esclarecer, ter cuidado com a historia que acabou de escrever. Se o amor acabou, se o tempo passou, se o desejo mudou, não se pode culpar ninguém. A maneira como se mostra isso é que faz toda a diferença. Fechar uma relação é como escrever o capítulo final de uma novela. Determina como ela vai ficar na nossa memória, se será lembrada como um sucesso ou como fracasso de público.
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