
Este é o último post que escrevo na faixa dos 30. A partir de amanhã completo mais uma década de vida. Dessa vez o tal "inferno astral", aquele período difícil de um mês, que antecede nosso aniversário, me pegou de jeito. Poucas vezes fiquei tão confuso, estressado e com aquela angústia que acompanha a gente minuto a minuto. Pode ser mesmo psicológico, mas a mudança de idade é uma coisa que mexe com a gente. Especialmente se você troca o algarismo da esquerda. Mudar de década parece pesar muito mais. Agora você não faz mais parte do grupo dos balzaqueanos, você entrou pra "idade do lobo".
Eu? Idade do lobo? Mas ainda ontem eu tava na maior dúvida sobre qual faculdade fazer e me achava um veterano de vida, no alto dos meus 17 anos. Não entendo como tudo pode ter passado tão depressa. Será que eu dormi em algum momento e perdi alguma coisa? Saio da casa dos 30 e vejo que pouco mudou. Diferente do que eu pensava quando era criança, não tenho um carro que voa, não moro numa casa igual a dos Jetsons, não viajo por teletransporte e nem empregada eu tenho, quanto mais um robô.
Não to com medo de envelhecer, até porque me acho muito melhor hoje do que aos 20. O que me apavora mesmo é pensar que talvez eu já não tenha mais tanto tempo pra fazer tudo o que ainda quero. Chegar num ponto da sua vida e perceber que as coisas não estão exatamante como no roteiro que você imaginou um dia, não é uma coisa muito fácil de digerir. A frustração é um sentimento que teima em se mostrar nessa hora, e a gente tem que se esforçar muito pra ignorá-la e pensar que na verdade houve apenas algumas alterações no percurso da nossa vida.
Em algumas horas começo uma idade nova e realmente eu imaginava um cenário diferente pra essa estreia. Mas, fico pensando também o quanto seria chato se tudo acontecesse exatamente conforme o planejado. Que vidinha mais sem emoção. Um texto da Marta Medeiros diz que "Pessoas com vidas interessantes não têm fricote. Elas trocam de cidade. Investem em projetos sem garantia. Pedem demissão sem ter outro emprego em vista. Aceitam um convite para fazer o que nunca fizeram. Começam do zero inúmeras vezes. Sobem no palco, tosam o cabelo, fazem loucuras por amor, compram passagens só de ida. Para os rotuladores de plantão, um bando de inconsequentes."
É, talvez eu seja mesmo um inconsequente, me encaixo em tudo que o texto diz. Mas, tenho que confessar que isso é bom demais! Hoje, pensando nessas 4 décadas, devo dizer que concordo com a Marta. Minha vida tem sido muito interessante.
Eu? Idade do lobo? Mas ainda ontem eu tava na maior dúvida sobre qual faculdade fazer e me achava um veterano de vida, no alto dos meus 17 anos. Não entendo como tudo pode ter passado tão depressa. Será que eu dormi em algum momento e perdi alguma coisa? Saio da casa dos 30 e vejo que pouco mudou. Diferente do que eu pensava quando era criança, não tenho um carro que voa, não moro numa casa igual a dos Jetsons, não viajo por teletransporte e nem empregada eu tenho, quanto mais um robô.
Não to com medo de envelhecer, até porque me acho muito melhor hoje do que aos 20. O que me apavora mesmo é pensar que talvez eu já não tenha mais tanto tempo pra fazer tudo o que ainda quero. Chegar num ponto da sua vida e perceber que as coisas não estão exatamante como no roteiro que você imaginou um dia, não é uma coisa muito fácil de digerir. A frustração é um sentimento que teima em se mostrar nessa hora, e a gente tem que se esforçar muito pra ignorá-la e pensar que na verdade houve apenas algumas alterações no percurso da nossa vida.
Em algumas horas começo uma idade nova e realmente eu imaginava um cenário diferente pra essa estreia. Mas, fico pensando também o quanto seria chato se tudo acontecesse exatamente conforme o planejado. Que vidinha mais sem emoção. Um texto da Marta Medeiros diz que "Pessoas com vidas interessantes não têm fricote. Elas trocam de cidade. Investem em projetos sem garantia. Pedem demissão sem ter outro emprego em vista. Aceitam um convite para fazer o que nunca fizeram. Começam do zero inúmeras vezes. Sobem no palco, tosam o cabelo, fazem loucuras por amor, compram passagens só de ida. Para os rotuladores de plantão, um bando de inconsequentes."
É, talvez eu seja mesmo um inconsequente, me encaixo em tudo que o texto diz. Mas, tenho que confessar que isso é bom demais! Hoje, pensando nessas 4 décadas, devo dizer que concordo com a Marta. Minha vida tem sido muito interessante.
Lindoooooo o texto. Maduro, lúcido, claro e poético. Quero fazer 40 com essa liberdade com as palavras que você tem.
ResponderExcluirEsse texto devia ser a primeira página da agenda de 2010 de muita gente que conheço. Mesmo os medíocres...
Parabéns!!!! Felicidades do seu amigo
Sergio Mota
FabãoOO! 3.99999, achei otimo...
ResponderExcluirFgurao, como esse moço sabe usar bem as palavras..
lindo texo, parabens :)
abração