Estar solteiro geralmente é bom, tem suas vantagens, como não ter que dar explicações pra ninguém, sair quando quiser, fazer seus próprios programas e poder conhecer muita, muita gente. Isso talvez seja o ponto forte da situação, principalmente na visão dos casados, que acham que os solteiros transam todos os dias e com pessoas diferentes.
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Mas isso depois de um tempo também cansa. Eu, especialmente gosto da vida a dois. Mas confesso que iniciar um novo relacionamento dá um trabalho. Primeiro, encontrar alguém que realmente pense em ligar pra você no dia seguinte. A partir daí, começar todo aquele processo de conhecimento, de adaptação, cada um querendo se mostrar mais maduro que o outro, mais inteligente, mais descolado, mais viajado. E todo mundo gosta de teatro, cinema, ler um bom livro...
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Ok, normal terem esses bons hábitos culturais, mas ninguém fala que vê o programa da Luciana Gimenez, que ODEIA filme europeu e que não faz ideia de quem é Freud (rsrsrs). Tá, também é normal a gente querer impressionar mesmo no início, afinal temos que vender bem nosso produto e no fundo, a gente conhece logo quem realmente sabe das coisas ou ta fazendo uma média. Não que ter certos conhecimentos faça alguém melhor que outro, mas é claro que torna as pessoas mais interessantes.
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Mas o que dá mais "preguiça" (como dizem meus amigos mineiros), nesses processos de conhecimento são as outras informações que precisamos dar e receber: "assim não", "mais pro lado", "eu não gosto desse jeito", "não ponha a língua aí", "isso eu não faço!" Olha, você leva um tempo até que cada um saiba o que deve e não deve fazer.
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Mas, enfim, to reclamando só pra não perder o hábito (afinal é domingo e tá chovendo). Na verdade não tem nada melhor que aquele gostinho de novidade, de descoberta, aquela ansiedade pra falar no telefone, pra encontrar na rua, pra acreditar em todas as frases sedutoras, por mais canastronas que sejam. Porque na verdade é tudo o que a gente quer, gosta e merece!
Falou e disse.
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