sábado, 2 de maio de 2009

a s . c i d a d e s

As cidades do interior têm certamente seus encantos. Comidas típicas, cenários bucólicos, uma certa inocência que as capitais já perderam há tempos. Mas também conservam uns pensamentos difíceis de se digerir. Eu estava de papo com uma amiga, do interior de MG. Garota bonita, inteligente, simpática, dona de seu próprio consultório de odontologia. Menos de 30 anos, mas já com uma cobrança pendente: ainda não casou.
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Ela me contou que nas cidades pequenas, moça com 30 anos solteira já começa a ser olhada com diferença. Como se ofendesse algum código de ética. Elas acabam se sentindo inferiores às amigas que se casam e isso pode causar uma série de neuras. Ficam inseguras, frustradas, com baixa auto-estima.
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É impressionante como a vida de uma pessoa pode mudar pelo simples fato de morar numa cidade diferente. Quem aqui se importa se a moça casou ou não? Quem aqui tem tempo pra cuidar disso? Aliás, mulher solteira e independente é objeto de admiração.
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Existem coisas que a gente nem pensa que ainda aconteçam, mas elas estão
alí, bem pertinho. Sim, são costumes, são diferenças e temos que aprender a respeitar e conviver com elas, mas que causam estranheza causam.

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