domingo, 10 de maio de 2009

V i v o s

Não lembro qual era o programa que eu estava vendo na TV, mas tinha uma mulher falando uma coisa muito interessante: "a gente existe enquanto existir a última pessoa que lembrar da gente..."
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Mesmo depois da nossa morte, enquanto alguém pensar em nós, estaremos existindo. Achei bacana essa ideia. Isso deve explicar porque existem pessoas tão vivas no meu pensamento, na minha lembrança. Quase juro que estão vivas. Penso numa amiga que se foi há uns 10 anos, mas que até hoje parece ainda rir das bobagens que eu falava pra ela. Penso numa novidade que eu queria contar naquela semana que ela foi embora e acabou não dando tempo. Ás vezes eu ainda escuto a voz dela atendendo meus telefonemas.
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Há pouco tempo foi um amigo que se retirou antes da hora. A festa mal tinha começado mas ele se foi. Esse ainda vai viver muito, porque não deixa minhas lembranças nem por um dia. Escuta minhas queixas, apoia meus devaneios, ri das minhas doideiras, continua aqui, vivo, participando de tudo o que acontece. Ás vezes ele me aparece em sonhos, conversamos muito, como sempre fazíamos, rimos de tudo e de nós mesmos. Nem por um momento duvido da realidade de que ele está vivo. Nem podia, se é mesmo fato que a gente vive enquanto existe no coração de alguém.

2 comentários:

  1. "a gente existe enquanto existir a última pessoa que lembrar da gente..." li essa frase numa crônica da Martha Medeiros. E me fez pensar muito na importância de como seremos lembrados, pois vai ser o que seremos efetivamente depois da morte. Na verdade é o que somos em vida: aquilo que cada um pensa da gente. Estranho isso, não?

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