Num país de subcelebridades como o nosso, ficar famoso não é coisa difícil. Apareça de microvestido numa faculdade, namore um jogador de futebol, solte um rojão numa partida no Maracanã ou mesmo não faça nada disso e diga que é "modelo e atriz". Pronto, você está na mídia. É impressionante como o tempo todo surgem personagens que a gente nem sabe de onde vieram e povoam os noticiários, os sites e as revistas. Enquanto isso, pessoas que realmente fazem alguma coisa útil, são ignoradas pelo grande público.Basta dar uma olhada rápida na página principal dos sites de noticias. Tem tanta inutilidade que assombra. "Geyse Arruda faz plástica", "Geyse no ensaio de escola de samba", "Geyse vai ao cabeleireiro"... Peraí, o que essa garota faz pra alguém achar que eu me interesso em saber da vida dela? Passou por constrangimento sim, sofreu discriminação sim, mas ponto. Virar estrela por causa disso é sinal de muita mediocridade da nossa mídia, francamente.
Mas esse tipo de personalidade momentânea é bem comum entre nós. Quem não lembra da fogueteira do Maracanã, que soltou um sinalizador no jogo Brasil X Chile, em 1989? Rosenery Mello acabou virando a capa da Playboy. O mesmo aconteceu com a "sem terra" integrante do MST, Debora Rodrigues. Dos acampamentos, foi direto pras páginas de revistas. Sumiu tão rápido quanto apareceu. O que mostra a fugacidade dessa fama construída em cima do nada. Nem vou falar de ex-BBB, porque isso nem é categoria, é maldição.
Com a proximidade do carnaval, uma verdadeira avalanche de "modelo e atriz" se prepara pra cair sobre nós. Um monte de peitos e bundas que hibernam o ano todo e só aparecem na festa de Momo. A maior quantidade de silicone por metro quadrado do planeta. Todas com "projetos", "estudando propostas" e fazendo coisas que a gente nunca vê. Por falar nisso, alguém sabe o que faz a Nana Gouvea? Essa mulher aparece praticamente todo dia no site da Globo.com. Seja porque ela foi à praia, porque caiu no samba, porque foi ao cinema, porque cortou a unha do dedão do pé. Dá pra explicar? Realmente não tem nada melhor pra se informar num dos sites mais visitados do pais?
E o que dizer desse ser mutante chamado Angela Bismarchi? Dessas mulheres maçã, melão, melancia, jaca, abóbora, cupuaçu e sabe-se lá mais o que. Parece uma lista de compras. Essa turma toda ocupa o espaço precioso na mídia que podia ser de quem faz um projeto social, uma ação comunitária, um espetáculo de teatro amador, a divulgação de um livro, de um musical, de um evento cultural qualquer. Um pouco de cultura é o que esse povo precisa. Fruta a gente compra na feira, aberração a gente vê no circo e piranha a gente pesca no rio.
4.0 com discurso afiado!
ResponderExcluirConcordo plenamente!
BjsD+
Adorei :D
ResponderExcluirCUPUAÇU foi otimo!
abraços