Não se deve menosprezar o poder das palavras. Palavra dita é como flecha lançada, não volta. Há que se ter cuidado com o que se diz. A palavra tem o dom de iludir, de afugentar, de alegrar ou ferir, de levar aos céus ou fazer mergulhar no lodo. As palavras abrem portas, destampam potes, abrem caixas e libertam sentimentos. Fazem acreditar no que queremos muito, mas também destroem expectativas.
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Queria eu dominar tão bem as palavras como faz Caetano, quando diz O quereres: "O quereres e o estares sempre a fim/ Do que em mim é de mim tão desigual/ Faz-me querer-te bem, querer-te mal/ Bem a ti, mal ao quereres assim/ Infinitivamente pessoal/ E eu querendo querer-te sem ter fim/ E, querendo-te, aprender o total/ Do querer que há e do que não há em mim..."
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Mas, voltando ao mundo dos mortais, esse post é só pra sugerir que tenhamos mais cuidado com as coisas que falamos. Elas podem afetar muito quem ouve. Não dizer o que não se pensa. Não falar o que não se sente ainda é a melhor maneira de evitar enganos.
Concordo plenamente com o texto. Não adianta dizer que falou e se arrependeu. É melhor pensar antes.
ResponderExcluirNão acho nada rancoroso o texto. Acho-o prescritivo, num tempo em quem o povo anda meio perdido, batendo cabeça.
Como diz o mesmo Caetano, para manter o clima do seu texto:
"quem é recôncavo e não pode ser reconvexo..."
Beijos
Concordo!!!Devemos aperfeiçoar a arte de ouvir...e ouvir.
ResponderExcluirD+