quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Três músicas

Recebi um email outro dia, desses bem adocicados, que falava sobre viver mais, amar mais, essas coisas. Ele também falava da história de 3 músicas muito conhecidas da MPB e foi isso que mais achei interessante. São músicas que eu gosto muito e não imaginava o que significavam, na verdade, para quem as compôs. Uma delas é "Gostava tanto de você", a cara do Tim Maia. A letra diz :

"Não sei porque você se foi/ Quantas saudades eu senti/ E de tristezas vou viver/ E aquele adeus não pude dar/ Você marcou na minha vida/ Viveu, morreu na minha história/ Chego a ter medo do futuro/ E da solidão que em minha porta bate/ E eu gostava tanto de você/ Gostava tanto de você (...)
Tudo indica que é uma canção sobre o fim de um amor, um romance desfeito. Mas, na verdade. o autor Edson Trindade fez essa música pra sua filha, que havia morrido jovem, num acidente de carro.
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Outra canção é a pérola de Cartola "O mundo é um moinho". Parece caso de amor, mas ele fez quando descobriu que sua filha era prostituta. E diz a letra: "Ainda é cedo, amor/ Mal começaste a conhecer a vida/ Já anuncias a hora da partida/ Sem saber mesmo o rumo que irás tomar/ Preste atenção, querida/ Embora eu saiba que estás resolvida/ Em cada esquina cai um pouco a tua vida/ Em pouco tempo não serás mais o que és (...).
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Mas o caso mais surpreedente (e triste) é "Flor de Liz" de Djavan. Ele teve uma esposa chamada Maria, que estava grávida de uma menina que seria batizada como Margarida. Ocorreu que Maria teve complicações na hora do parto e acabou morrendo. Pouco depois o bebê também não resistiu. Por isso a letra diz: "Valei-me Deus, é o fim do nosso amor/ Perdoa por favor, eu sei que o erro aconteceu/ Mas não sei o que fez tudo mudar de vez/ Onde foi que eu errei/ Eu só sei que amei, que amei , que amei./ Será talvez que minha ilusão foi dar meu coração/ Com toda força pra essa moça me fazer feliz/ E o destino não quis me ver como raiz de uma flor de liz/ E foi assim que eu vi o nosso amor na poeira, poeira/ Morto na beleza fria de Maria/ E o meu jardim da vida ressecou, morreu/ Do pé que brotou Maria, nem Margarida nasceu (...).

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