Sim, a estupidez é minha. De ficar ainda surpreso com atitudes de quem, insistentemente se mostra como é. Devo levar muito a sério a história da "projeção" que fazemos no outro. Isso me cega muitas vezes. Me faz acreditar que o mundo está enganado e eu sou o único com sensibilidade apurada, capaz de enxergar a alma de verdade dum pobre coitado.
Que coisa é essa que construo? De onde vem essa figura da persona correta que eu concebo? Como uma fileira de dominós arrumados, uma a uma, cada imagem se derruba. Cada um dos retratos mais bonitos se deteriora. Cada uma das opiniões alheias se justificam. Toda informação que chega revela pobreza da alma. Cada bit que navega, traz um novo desaponto. E o mais incrível de tudo é que eu ainda me surpreendo.
Que coisa é essa que construo? De onde vem essa figura da persona correta que eu concebo? Como uma fileira de dominós arrumados, uma a uma, cada imagem se derruba. Cada um dos retratos mais bonitos se deteriora. Cada uma das opiniões alheias se justificam. Toda informação que chega revela pobreza da alma. Cada bit que navega, traz um novo desaponto. E o mais incrível de tudo é que eu ainda me surpreendo.
As faces das quais a tinta está sempre fresca, se dissolve, escorre, perde a forma...são essas faces que estão a nos rodear insistentemente, esperando que nós, meros escultores, as repintem.
ResponderExcluirIdem, idem, idem. Eu poderia ter escrito esse texto...
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